Apesar de ser um conceito um pouco subjectivo o ruído pode ser definido como um som indesejado num momento particular. Todo o ruído é um som mas um som nem sempre é um ruído. Por exemplo a percepção do som de uma discoteca para quem está lá dentro e quem está cá fora é diferente, lá dentro é um som agradável cá fora e percepcionado como ruído.

As pessoas regularmente expostas ao ruído podem desenvolver perdas auditivas com uma gravidade variável e função dessa exposição. Esta perda têm um efeito directo na compreensão da fala, na percepção de sinais acústicos do quotidiano ou mesmo na apreciação da música. Com exceção da exposição a uma explosão, ruídos impulsivos elevados ou níveis contastes e elevados a incapacidade permanente do órgão auditivo leva tempo e é progressiva ao longo de meses, anos, ou décadas de exposição.

A literatura existente relativa às consequências anatómicas e fisiológicas da exposição ao ruído e extensa e nas ultimas décadas tem vindo a ser publicadas norma e legislação associadas com vista à minimização destas mesmas consequências.

A Directiva Europeia 2003-10-EC refere que a proteção auditiva deve estar disponível quando a exposição ao ruído durante um dia de trabalho de 8 h (LAeq, 8h) é igual ou superior a 80 dB (A), sendo que para valores superiores a 85 dB (A) a sua utilização é obrigatória. Apesar disso, a perda auditiva ocupacional persiste.

Estes valores foram definidos segundo o critério de igual energia, que define quantidades iguais de energia acústica alcançado o ouvido produzem o mesmo efeito, seja qual for a distribuição do tempo. A previsão dos efeitos do ruído no limiar da audição está descrita na Norma ISO 1999 Acústica – Perda auditiva induzida pelo ruído. Esta Norma especifica um método para o cálculo da Perda Auditiva Induzida pelo Ruído (PAIR) esperado no limiar dos níveis de audição de populações adultas devido a vários níveis e durações da exposição. Apresenta, em termos estatísticos, a relação entre a exposição de ruído e a PAIR em pessoas de várias idades. O método de previsão apresentado baseia-se principalmente em dados coletados de banda larga, não tonal e estável.

O modelo desta norma utiliza três parâmetros: idade, género e exposição ao ruído (nível sonoro e tempo/anos de exposição) na avaliação da perda auditiva permanente.

Fonte: Occupational Safety and Hygiene III – Hearing Loss estimation and sound pressure limits’ main issues—a systematic review.

A APOpartner dispõe de técnicos especializados que realizam ensaios de avaliação do Ruído Ocupacional, Mapas de Ruído Ocupacional e definição e implementação de medidas preventivas e correctivas.

Gostaria de obter mais informação ou saber mais sobre este assunto? Contacte-nos.